A redução da jornada de trabalho não deu certo em lugar nenhum do mundo. Ela aumenta o custo da produção, diminui o número de postos de trabalho e prejudica a competitividade da pequena indústria brasileira.
O Sistema FIRJAN trabalha para o desenvolvimento do estado Rio de Janeiro e não concorda com a medida que obriga a pequena empresa a fechar as portas.
Diga não à redução da jornada. O futuro do Brasil depende de muito trabalho.
Consequências da Redução
- A elevação do custo do trabalho afeta a competitividade da pequena empresa e a sua capacidade de empregar. A redução da jornada de trabalho provoca o crescimento do número de horas-extras trabalhadas e o aumento do valor do salário hora em cerca de 10%, decretando o fim da pequena empresa brasileira.
- O aumento do custo da operação incentiva a compra de máquinas, reduzindo o número de novos postos de trabalho e o fechamento dos já existentes. Logo, empresas que não adotarem a mecanização terão que reduzir a produção, como ocorreu em 1988.
- A redução da jornada legal não constitui estímulo para mais investimentos. Ao contrário, ela encarece a produção e desestimula o surgimento de novas atividades empresariais.
Negociação X Imposição Legal
A legislação brasileira admite a redução da jornada via negociação coletiva, o que vem a ser o instrumento mais democrático, pois considera as diversidades e as características dos setores produtivos e de cada empresa. Ao negociar jornadas maiores, o aumento de custo é compensado pelo incremento da produtividade e a alteração no sistema de gestão, ambos negociados pelas partes.
Experiência Internacional
Na França, a jornada legal foi reduzida para 35 horas e os trabalhadores que mantiveram seus postos de trabalho passaram a trabalhar de maneira mais intensa e cansativa, gerando stress e doenças. No fim, para recuperar os empregos perdidos, os próprios trabalhadores exigiram mudanças no regime da jornada de 35 horas.