Estudo de Mercado - Consumo de produtos de base florestal
O estado do Rio importa de outras unidades da federação 89% da madeira que as indústrias consomem. Esse descompasso impede o desenvolvimento local desse setor, além de impactar a competitividade das empresas fluminenses. A conclusão está no Estudo de Mercado - Consumo de produtos de base florestal, encomendado pelo Sistema FIRJAN à consultoria Pöyry Silviconsult.
Para atender ao consumo atual das indústrias locais, o estado deveria ter 119 mil hectares de plantios florestais. Mas há somente 18 mil hectares, segundo estudo de 2009 da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), apesar de as áreas de “pastagens naturais” e “pastagens plantadas degradadas” somarem 685 mil hectares no território fluminense. O dado é do Censo Agropecuário de 2006, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além de tornar mais competitivas as empresas que utilizam insumos de madeira, o desenvolvimento de uma base florestal no estado do Rio poderia atrair indústrias de maior valor agregado, como produtores de painéis de fibra de média densidade (MDF) e compensados, que oferecem, por exemplo, portas e pisos.
Atualmente o estado é um dos principais consumidores de produtos de base florestal do país. Segundo o estudo, do consumo total fluminense – que atingiu 3,6 milhões de metros cúbicos equivalentes de madeira em 2012 –, o uso energético na indústria de cerâmica e em outros ramos industriais correspondeu a 29% do total. A construção civil respondeu por 23%, e a siderurgia a carvão vegetal, por 8,3%.
Outras destinações (produção de móveis, embalagens, madeira para uso estrutural no agronegócio, entre outros) respondem pelo consumo de 39,6%. Entre os produtos de base florestal, a participação do estado no mercado nacional de compensado atingiu 27,4% em 2012. O consumo de lenha para fins energéticos tem participação de 2,2% no consumo nacional.
O estudo encomendado pelo Sistema FIRJAN recomenda o plantio de florestas, nos próximos cinco anos, em 15% dos 685 mil hectares de pastagens naturais ou degradadas, o que permitiria a geração de 48 mil empregos por ano, e atrairia a implantação de indústrias competitivas de processamento de madeira, sem prejuízos para a agricultura e a pecuária.
O objetivo desta pesquisa é realizar diagnóstico com empresas do setor de agroindústrias processadoras de frutas, lácteos e cárneos do Estado do Rio de Janeiro.
A pesquisa também procurou propiciar o desenvolvimento sustentável do setor, assegurando às empresas mais competitividade e participação ativa na economia do Estado do Rio de Janeiro.
Silvicultura Econômica no Estado do Rio de Janeiro
O Sistema FIRJAN, por intermédio de seu grupo de Agroindústria, realizou o levantamento da área ocupada com plantio de florestas no Estado. O estudo, feito em parceria com o Sebrae e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), traz as principais conclusões do dimensionamento da área plantada e da estimativa da produção de madeira em nosso estado, sugerindo ações para impulsionar o desenvolvimento da silvicultura fluminense.
Intitulada “Estimativa da Área Ocupada por Reflorestamento no Estado do Rio de Janeiro”, a pesquisa mostra que no Estado existem 18.427 hectares de florestas plantadas. Em comparação com outros estados, esta área é muito pequena. A título ilustrativo, os dados da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf) mostram que Minas Gerais tem 1,1 milhão de hectares; São Paulo, 814 mil; e Espírito Santo, 208 mil.
Diante deste cenário, a pesquisa do Sistema FIRJAN propõe que o Estado do Rio adore como meta, para os próximos cinco anos, o plantio de cem mil hectares de florestas, o que corresponderia a 14 por cento de suas áreas de pastagens.
Com base em informações do Censo Agropecuário de 2006 do IBGE, segundo o qual o estado tem 694 mil hectares de áreas com pastagens plantadas degradadas, o estudo da FIRJAN sustenta que parte dessas terras de baixa produtividade poderia ser usada para o plantio de florestas sem impacto expressivo sobre a produção pecuária.
Estudo de Mercado - Consumo de produtos de base florestal
O estado do Rio importa de outras unidades da federação 89% da madeira que as indústrias consomem. Esse descompasso impede o desenvolvimento local desse setor, além de impactar a competitividade das empresas fluminenses. A conclusão está no Estudo de Mercado - Consumo de produtos de base florestal, encomendado pelo Sistema FIRJAN à consultoria Pöyry Silviconsult.
Para atender ao consumo atual das indústrias locais, o estado deveria ter 119 mil hectares de plantios florestais. Mas há somente 18 mil hectares, segundo estudo de 2009 da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), apesar de as áreas de “pastagens naturais” e “pastagens plantadas degradadas” somarem 685 mil hectares no território fluminense. O dado é do Censo Agropecuário de 2006, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além de tornar mais competitivas as empresas que utilizam insumos de madeira, o desenvolvimento de uma base florestal no estado do Rio poderia atrair indústrias de maior valor agregado, como produtores de painéis de fibra de média densidade (MDF) e compensados, que oferecem, por exemplo, portas e pisos.
Atualmente o estado é um dos principais consumidores de produtos de base florestal do país. Segundo o estudo, do consumo total fluminense – que atingiu 3,6 milhões de metros cúbicos equivalentes de madeira em 2012 –, o uso energético na indústria de cerâmica e em outros ramos industriais correspondeu a 29% do total. A construção civil respondeu por 23%, e a siderurgia a carvão vegetal, por 8,3%.
Outras destinações (produção de móveis, embalagens, madeira para uso estrutural no agronegócio, entre outros) respondem pelo consumo de 39,6%. Entre os produtos de base florestal, a participação do estado no mercado nacional de compensado atingiu 27,4% em 2012. O consumo de lenha para fins energéticos tem participação de 2,2% no consumo nacional.
O estudo encomendado pelo Sistema FIRJAN recomenda o plantio de florestas, nos próximos cinco anos, em 15% dos 685 mil hectares de pastagens naturais ou degradadas, o que permitiria a geração de 48 mil empregos por ano, e atrairia a implantação de indústrias competitivas de processamento de madeira, sem prejuízos para a agricultura e a pecuária.
O objetivo desta pesquisa é realizar diagnóstico com empresas do setor de agroindústrias processadoras de frutas, lácteos e cárneos do Estado do Rio de Janeiro.
A pesquisa também procurou propiciar o desenvolvimento sustentável do setor, assegurando às empresas mais competitividade e participação ativa na economia do Estado do Rio de Janeiro.
Silvicultura Econômica no Estado do Rio de Janeiro
O Sistema FIRJAN, por intermédio de seu grupo de Agroindústria, realizou o levantamento da área ocupada com plantio de florestas no Estado. O estudo, feito em parceria com o Sebrae e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), traz as principais conclusões do dimensionamento da área plantada e da estimativa da produção de madeira em nosso estado, sugerindo ações para impulsionar o desenvolvimento da silvicultura fluminense.
Intitulada “Estimativa da Área Ocupada por Reflorestamento no Estado do Rio de Janeiro”, a pesquisa mostra que no Estado existem 18.427 hectares de florestas plantadas. Em comparação com outros estados, esta área é muito pequena. A título ilustrativo, os dados da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf) mostram que Minas Gerais tem 1,1 milhão de hectares; São Paulo, 814 mil; e Espírito Santo, 208 mil.
Diante deste cenário, a pesquisa do Sistema FIRJAN propõe que o Estado do Rio adore como meta, para os próximos cinco anos, o plantio de cem mil hectares de florestas, o que corresponderia a 14 por cento de suas áreas de pastagens.
Com base em informações do Censo Agropecuário de 2006 do IBGE, segundo o qual o estado tem 694 mil hectares de áreas com pastagens plantadas degradadas, o estudo da FIRJAN sustenta que parte dessas terras de baixa produtividade poderia ser usada para o plantio de florestas sem impacto expressivo sobre a produção pecuária.
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