Se tivéssemos que resumir a uma única tarefa os imensos desafios que se apresentam ao Brasil neste início de século, diríamos que o essencial é construir uma sociedade mais justa, cujos fundamentos estejam assentados na transparência e na eficiência da gestão dos recursos públicos.
Não é mais possível conviver com duas realidades historicamente antagônicas, tendo de um lado uma das economias mais pujantes do mundo e do outro a pior distribuição de renda, uma tributação altíssima sem que isso resulte em bem-estar para o País. O Rio de Janeiro, que sempre desempenhou um papel precursor no cenário nacional, resume esse paradoxo em fotografias de cartões postais em que, por exemplo, o Leblon e a Gávea aparecem emoldurados pelas franjas germinantes do Vidigal e da Rocinha.
Numa mesma visão, o País almejado por todos e o País que já não pode mais ficar esperando respostas. Escolher qual dos dois vai prevalecer em fotografias a serem feitas no futuro é uma missão que os empresários do Estado do Rio de Janeiro resolveram enfrentar a partir de novembro do ano passado. Mais uma vez o Rio é pioneiro, agora, em 2006, ao assumir a primazia de oferecer uma saída para o desalento.
É esse propósito que norteia o lançamento do Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. Trata-se de um planejamento de ações, cujo horizonte é o ano de 2015 e que para o seu sucesso contará com o poder de reflexão, proposição e cobrança do Sistema FIRJAN.
Um trabalho que resultou dos esforços de mais de mil empresários e de autoridades renomadas em seus campos de atuação, além de técnicos do Sistema FIRJAN, em dezenas de reuniões realizadas em todo o Estado. Suas contribuições tiveram como fundamento a convicção de que é possível superar o cenário de degradação, sem oferecer a ilusão de uma panacéia.
A situação grave exige uma reação em sentido contrário para ser neutralizada e, assim, criar o terreno estável em que seja possível um ciclo virtuoso que beneficie toda a sociedade. Para combater a corrosão de origens difusas, uma ação coordenada, um plano inteligente pelo qual a sociedade civil quer aplicar em nosso país a tradição de debates e monitoramento que construiu o restrito círculo das nações desenvolvidas.
O Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro é um poderoso instrumento, que exige de todos nós um trabalho árduo para que suas idéias se transformem em resultados. A participação de cada um na implantação do Mapa é essencial, não só para a construção de um amanhã promissor, mas para o estabelecimento de um presente em que a vida tenha um novo sentido. O desafio de uma mudança coletiva começa justamente nesse compromisso que estamos assumindo de um engajamento pessoal por uma nova realidade.
Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira Presidente do Sistema FIRJAN
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Se tivéssemos que resumir a uma única tarefa os imensos desafios que se apresentam ao Brasil neste início de século, diríamos que o essencial é construir uma sociedade mais justa, cujos fundamentos estejam assentados na transparência e na eficiência da gestão dos recursos públicos.
Não é mais possível conviver com duas realidades historicamente antagônicas, tendo de um lado uma das economias mais pujantes do mundo e do outro a pior distribuição de renda, uma tributação altíssima sem que isso resulte em bem-estar para o País. O Rio de Janeiro, que sempre desempenhou um papel precursor no cenário nacional, resume esse paradoxo em fotografias de cartões postais em que, por exemplo, o Leblon e a Gávea aparecem emoldurados pelas franjas germinantes do Vidigal e da Rocinha.
Numa mesma visão, o País almejado por todos e o País que já não pode mais ficar esperando respostas. Escolher qual dos dois vai prevalecer em fotografias a serem feitas no futuro é uma missão que os empresários do Estado do Rio de Janeiro resolveram enfrentar a partir de novembro do ano passado. Mais uma vez o Rio é pioneiro, agora, em 2006, ao assumir a primazia de oferecer uma saída para o desalento.
É esse propósito que norteia o lançamento do Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. Trata-se de um planejamento de ações, cujo horizonte é o ano de 2015 e que para o seu sucesso contará com o poder de reflexão, proposição e cobrança do Sistema FIRJAN.
Um trabalho que resultou dos esforços de mais de mil empresários e de autoridades renomadas em seus campos de atuação, além de técnicos do Sistema FIRJAN, em dezenas de reuniões realizadas em todo o Estado. Suas contribuições tiveram como fundamento a convicção de que é possível superar o cenário de degradação, sem oferecer a ilusão de uma panacéia.
A situação grave exige uma reação em sentido contrário para ser neutralizada e, assim, criar o terreno estável em que seja possível um ciclo virtuoso que beneficie toda a sociedade. Para combater a corrosão de origens difusas, uma ação coordenada, um plano inteligente pelo qual a sociedade civil quer aplicar em nosso país a tradição de debates e monitoramento que construiu o restrito círculo das nações desenvolvidas.
O Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro é um poderoso instrumento, que exige de todos nós um trabalho árduo para que suas idéias se transformem em resultados. A participação de cada um na implantação do Mapa é essencial, não só para a construção de um amanhã promissor, mas para o estabelecimento de um presente em que a vida tenha um novo sentido. O desafio de uma mudança coletiva começa justamente nesse compromisso que estamos assumindo de um engajamento pessoal por uma nova realidade.
Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira Presidente do Sistema FIRJAN
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